quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Silêncio


O silêncio diz tudo. A quietude que calmamente se espalha pelas bocas e ouvidos fatigados. Algo cala fundo, fala alto sem favorecer palavras. O verbo da criação é dispensável! Mentira velada é verdade resguardada. Segredos calados não fazem mal.

Poço profundo esse do silêncio que permeia os corpos, os espíritos, os lençóis. Desse que não se pode citar em voz alta. Desse que só os olhares discorrem. E escorre esse emudecer, inundando a alma, a cama. Inundando a boca. Quantas bocas transbordam nesse não-falar?

Sejamos claros, cada silêncio vale uma virtude. Cada possível virtude que se perde naquele anteceder do sigilo. E todos os pecados berram, satisfeitos, dentro daquele silenciar...

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