quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Óbvio


Sinto a respiração acompanhar o pensamento. Ofegos trôpegos, nada além. Sinto também a pele se eriçando diante do devaneio. Mente comandando corpo, nada além. Estou pensando em você. Isso é óbvio.

Seu cheiro invade minhas narinas dilatadas. Seu gosto faz parte da minha saliva. Pouca diferença faz se você está do outro lado do mundo, ou da cidade. Eu sinto você aqui... em mim. E isso também é óbvio.

Tenho necessidade do corpo que é seu. Tenho necessidade do orgasmo. Lembro de você. Sinto saudade. A precipitação do prazer já é intensa, já é prazer. Saudade de você. Isso talvez seja óbvio.

Antecipo, agora, os afagos de amanhã. Desejo, não nego. Desejo possuir esse seu ego. Desejo ceder a essa sua vontade. Toda a testosterona derramada. Todo o gozo, todo o zelo. Todo esse cuidado que você tem comigo. Só comigo. Isso tudo é óbvio?

Não sei se amo você, não sei se preciso de você. Sei que preciso dessa sensação de ser única que você me dá. Porque, naquele momento em que estou entregue as suas mãos cuidadosas, eu sou única. E isso é raro! É só meu! E não é nada óbvio.

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