segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Não sei o que faço

Não sei o que faço. Mas, faço tudo que posso. Nem sequer um mínimo indicador para me dizer se estou indo para o lado certo. E, nem isso. O que é certo e o que é errado, afinal? Esquerdo ou direito, bem ou mal, bom ou mau. Miséria e riqueza. Virtude e pecado. Qual você escolheria?

Continuo sem saber o que faço. Por que faço. Para quê? Faço o que faço por instinto e porque uma voz sem voz me diz “segue em frente sempre”! Se essa voz está certa, saberemos um dia. Até lá, sim, seguirei firme e tentando. Porque não sei desistir de nada. Vou ao fundo de qualquer coisa... jeito triste esse de ser.

Sou assim, persistente, teimosa. Em 90% das vezes, quebro a cara. Já estou acostumada a fracassar. O que não quer dizer que eu desista. Nunca! Um fracasso é só uma próxima oportunidade para tentar diferente. Loucura? Até que é! Mas, fazer o quê? Eu não compreendo a palavra derrota...

E sou assim em tudo. Sou assim com projetos profissionais, novidades tecnológicas, empreendimentos surreais. Sou assim também na vida, com quem eu amo. E se eu amo, eu insisto. Se qualquer brecha me disser que tenho chance, o investimento é fato. Desistir de um amor é desistir de si mesmo.

Claro que a margem de erro é grande – em todas as instâncias, eu admito –, mas eu já disse que sou teimosa. Sou orgânica, sou dinâmica, sou estranha! Faço o que faço porque gosto. Mesmo que, na maioria das vezes, eu não saiba o que faço. Apenas faço.

Como engendrar um novo romance. Como entrar de cabeça num projeto cultural louco e sem qualquer chance de futuro (vai saber!). Como investir cada momento do meu humor – parte boa – nesse homem que eu insisto em chamar de ‘meu amor, meu anjo’.

Faço isso, invisto, insisto. Sei o que quero e como quero. Embora, muitas vezes, não saiba o que faço. E se faço, é porque o instinto me manda, me corrompe, e impele. Essa sou eu, explosiva, inconsequente, inadvertidamente errante! E eu erro... e o clamor da vitória me redime. Tanto quanto o beijo dele.... esparso e vez-em-quando... mas sempre aqui na minha boca!

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