segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Das Dores

(Para Estevam Von Claus) 

Dói. É claro que dói. Se não houvesse a dor, nada seria do alívio. Pensa bem, que mundo bizarro esse sem o aliviar das dores... Ou será que nós é que nos acostmamos com o doer constante? Nos refazemos nas cinzas da queimadura ardida... nos oxigenamos em meio à poeira do escombro?

Ai de nós que nos doemos (ainda) pelos males da vida. E dessa vida, o que não é suspiro, é asfixia. Tragédias, todos têm. Nós, porém, não as temos, as carregamos no peito, nas costas, na alma e na mente. Somos trágicos, artistas que somos... Somos mágicos. Sobrevivemos!

Das dores que suportamos, quais são as mais brandas, quais se fazem insuportáveis? Será que alguma nos derruba, nós que somos a dor da dor em nós? Nós que suportamos a ferida aberta, pútrida e latejante, que costuramos a nós mesmos dilacerados, que estamos sempre de pé, não importa o quanto isso doa.

Pensa comigo, alma gêmea dolorida, que por mais que essa vida insolente ouse nos bater de frente, estamos sempre, eu e tu, de pé! Impávidos, colossos, muralhas indestrutíveis. Sim, as bombas fazem estragos. Sangramos, sim... somos humanos. Mas nem a bala de prata é capaz de acabar conosco.


Dor, todas as pessoas sentem. Suportar a dor (até a mais excruciante) é para poucos! É para os mágicos, é para os raros, é para os loucos. E nesse teatro do absurdo, como diria o Lobo da Estepe, ainda estamos firmes. A dor vai passar... sempre passa!

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