quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Primeira Derrota (IV)



Derrota é uma palavra forte. Todavia, nenhuma outra há para substituí-la na situação. Esforço pelo ralo, peso na consciência, sensação de perder a guerra... O interessante foi a plena sapiência do cerne da questão. Sim, entendi antes de acontecer. E deixei acontecer por pura experimentação científica. E eu estava certa...

A conclusão do experimento é que a NOSSA MENTE é nossa PIOR INIMIGA!!!!! Cuidado com ela! Assim em maiúsculo mesmo... Só pra reforçar a afirmativa.

Quando se decide mudar hábitos longos, por pequenos que sejam, há de se levar em conta a constância desse hábito e suas repercussões mentais. Por exemplo, se você come um doce toda noite antes de dormir, o doce cortado pode te fazer ter insônia e estragar todo o dia seguinte. Por quê? Pelo simples fato de que a mente está acostumada ao doce.

Experimente tratar sua mente como uma entidade viva e separada, com vontade própria. Incrível o que conseguimos descobrir sobre hábitos e fugas dessa maneira. Ainda no exemplo do doce... comê-lo não faz você dormir, mas a falta dele faz algum mecanismo-monstro acionar e não te deixa dormir nunca mais (ou assim parece).

Acredite, sempre que decidir mudar, seu subconsciente vai sabotar você! Vai criar situações nas quais você vai lembrar do doce, desejar o gosto, irritar-se tão facilmente que qualquer percalço será uma avalanche. E tudo se acalmará com a simples visão do doce ao alcance da mão... Atente, é pura sabotagem. A mente gosta de rotinas... não importa quão mal elas façam a você.

Não. Isso não é um prólogo de autoajuda. Nada tenho a ensinar, posto que fui tragada pelo turbilhão mental da recaída no “hábito”. Prefiro chamar de vício. Prefiro chamar de bengala. Ainda claudico sem ela. Ainda tenho de vencer a abstinência das minhas drogas autoimpostas. Não sei se posso... mas, amanhã é sempre outro dia...

2 comentários:

NARLEY ALFARO disse...

Falou tudo!!

Ben Oliveira disse...

E não são os doces mais letais os que são mais gostosos? Difícil não é ter que ingeri-lo sabendo que o mesmo te faz mal... O problema é quando ele já não é tão doce assim... Quando colocá-lo na língua já não basta e não há açúcar no mundo que adoce a sua vida novamente... Até, é claro, você encontrar um novo hábito de salvação ou auto-destruição.
Adoro seus textos!!
Beijos